Taller de proye...'s profileTALLER DISEÑO PhotosBlogLists Tools Help

TALLER DISEÑO

ARQUITECTURA DISEÑO - MULTINIVELES Contactanos.

Taller de proyectos

Occupation
Location
Interests
Taller de proyectos tematica arquitectura enfoque y proyectualidad

FACULTAD DE ARQUITECTURA
Photo 1 of 1
More albums (61)
October 30

Oscar N. Brasil

 







A fachada de azulejos amarelos recebeu pintura do próprio arquiteto
Brises entre vidros duplos
Parte do conjunto de obras planejadas para o Caminho Niemeyer, em Niterói, o Teatro Popular permite descortinar o mar da baía de Guanabara através de fachada dupla com painéis de vidro e brises metálicos, que atendem à estética e promovem conforto ambiental.

Basta pensar nos desenhos que realizei para um mural do Teatro Popular para constatar que no Caminho Niemeyer também se deu a oportunidade de promover a integração das artes plásticas com a arquitetura. Uma preocupação que não se afasta de mim desde os projetos que criei na Pampulha, em Belo Horizonte, em particular a igreja de São Francisco de Assis”, ressalta o arquiteto Oscar Niemeyer, autor do conjunto cultural que leva seu nome, em construção desde a década de 1990, em Niterói, RJ.

Em 1991, Niemeyer foi convidado pelo então prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, para desenvolver o projeto do Museu de Arte Contemporânea. O arquiteto aceitou o desafio e, segundo ele, “foi com o êxito alcançado pelo MAC, inaugurado em 1996, que Silveira vislumbrou a construção de uma série de obras - do mar até aquele museu -, depois batizadas de Caminho Niemeyer”. Com implantação às margens da baía de Guanabara, o projeto tem como ponto de partida uma grande praça junto ao mar. Nela estarão o Teatro Popular, as catedrais católica e batista, a Fundação Oscar Niemeyer e o Memorial Roberto Silveira. As outras edificações - Museu de Arte Contemporânea, Museu do Cinema Brasileiro e Estação Hidroviária de Charitas - serão instaladas ao longo da baía.

A grande cobertura curva, que se origina nas empenas do edifício, envolve a fachada de vidro
A porta revestida com painéis de alumínio na cor vermelha permite abrir o palco para a grande praça
As cargas incidentes sobre a fachada, em especial a pressão de vento, foram consideradas para o desenvolvimento do projeto

Construído em concreto armado, o Teatro Popular é uma grande cobertura curva que se origina nas empenas do edifício. Os 3,5 mil metros quadrados de área construída se distribuem nos pisos térreo e superior. Neste encontra-se o auditório, com capacidade para 400 lugares. Do térreo parte uma rampa helicoidal, também de concreto armado, que conduz o visitante ao foyer do teatro, espaço que tem 580 metros quadrados.

As fachadas do edifício receberam diferentes soluções, calculadas e executadas pela Engevidros. Na área do foyer, adotou-se um grande pano de vidro com portas antipânico e sanca de iluminação revestida com painel de alumínio composto. A face noroeste, voltada para a baía de Guanabara, tem envidraçamento duplo com brises internos, enquanto a oposta a ela recebeu acabamento em azulejo amarelo e pinturas do próprio arquiteto.

As soluções arquitetônicas desenvolvidas para o teatro garantem um espaço para atender tanto grandes como pequenos públicos. O palco é reversível. Seu fundo é, na realidade, uma porta que se abre para a praça, originando um espaço para espetáculos ao ar livre, para cerca de 10 mil pessoas. Com dez metros de largura, cinco metros de altura e 500 quilos, a porta de correr tem duas folhas, foi fabricada com perfis metálicos e revestida com painéis de alumínio composto, nas cores vermelha e preta. Com acionamento motorizado por controle remoto, ela pode abrir-se para o grande pátio. Suas ferragens de motorização estão embutidas nas paredes laterais duplas. A esquadria foi tratada acusticamente com preenchimento de lã de rocha de alta densidade.

Desenvolvido pelo arquiteto Robson Jorge Gonçalves da Silva, do escritório Cena Arquitetura, o teatro, do tipo italiano, conta com caixa cênica em laje de concreto dupla na forma de onda, com altura que permitiu implantar a infra-estrutura cenotécnica para o recolhimento vertical de cenários e vestimentas de palco, tanto para a platéia interna como para a da praça, através da segunda boca de cena, ao fundo da caixa. Segundo Robson, “o tratamento acústico da platéia foi trabalhado para o uso da palavra, com tempo de reverberação calculado em torno de 0,75 segundos, com recomendações especiais para isolamento de ruídos externos nas esquadrias de vidro e no sistema de ar condicionado, incluindo a casa de máquinas”.

Esquadria linha Glazing preta, composta de coluna estrutural diagonal com encaixe duplo para fixação de quadros do vidro externo e interno laminado 10 milímetros cinza
Os panos de vidro são modulados em 1.600 x 1.600 milímetros
Com capacidade para 400 pessoas, o teatro recebeu tratamento acústico para o uso da palavra, ...

Fachada dupla

Do interior do teatro, através da fachada noroeste, inteiramente de vidro, é possível descortinar o mar da baía de Guanabara. Assim como no museu que leva seu nome, em Curitiba, Niemeyer especificou para o Teatro Popular o mesmo conceito de fachada dupla, que atende à estética proposta e satisfaz o tratamento termoacústico da edificação. Ela possui duas peles de vidro laminado de dez milímetros, na cor cinza, não refletivo, interna e externamente. Eqüidistantes 240 milímetros, os panos de vidro, modulados em 1.600 x 1.600 milímetros, formam uma câmara de ar que abriga chapas de alumínio, dobradas em forma de hexágono, com 160 milímetros de diâmetro circunscrito e de profundidade. Montadas em forma tridimensional, que lembram colméias, as chapas exercem a função de brises metálicos. Sua superfície foi tratada com pintura eletrostática na cor preta e acabamento fosco.

Esses brises estão fixados na estrutura metálica, composta por perfis dispostos na diagonal, configurando, nos quadros regulares, quadrados inclinados, e junto das lajes, formas irregulares, mas sempre definidas pelas linhas retas da estrutura, inclinadas 45 graus em relação à vertical. Eles estão encaixados na estrutura de aço e fixados com parafusos de aço inoxidável.

No trecho em que a fachada é curva, foram instalados quadros periféricos preenchidos com os brises, exatamente nas medidas dos vãos entre a estrutura da grelha. São dimensões diferentes, oriundas do encontro das linhas retas inclinadas a 45 graus da estrutura de aço com as curvas superiores da laje inclinada inferior do auditório. No caso dos vãos retangulares, essa medida é de 1.510 x 1.510 milímetros. A modelação e a medição dos quadros foram feitas in loco, previamente com painéis de madeira aglomerada. Por serem modelados, os quadros periféricos tiveram que ser fabricados um a um. Na fachada toda foram instalados 150 quadros metálicos. Os vidros foram colados nos perfis de alumínio com silicone structural glazing.

Junta telescópica

Todas as cargas incidentes sobre a fachada, em especial a pressão de vento, foram consideradas para o desenvolvimento do projeto. Seguindo as orientações do calculista, a Engevidros resolveu de diferentes maneiras a deformação da estrutura de suporte periférico de concreto. Na base inferior, cuja deformação é mínima, a estrutura metálica foi apenas engastada na do edifício. A parte superior, com deformação suficiente para o esmagamento, recebeu junta telescópica capaz de absorver o trabalho da laje da cobertura de concreto armado. As ancoragens e as juntas foram dimensionadas conforme as normas. Entre os quadros de vidro, as juntas de 14 milímetros foram vedadas com silicone de cura neutra.

Segundo o engenheiro Ricardo Macedo, diretor da Engevidros, a distância de dez milímetros nos vidros internos, entre a pele e a estrutura metálica, permite a eventual entrada de insetos e sujeira na câmara. Para auxiliar na manutenção e na limpeza, a caixilharia fixa, voltada para o interior do edifício, possui quadros removíveis. Na face externa, para evitar a condensação de umidade entre os vidros, a caixilharia é fixada no vão e selada com silicone. Uma fita isolante entre os brises de alumínio e a estrutura metálica impede o contato entre os dois materiais e a possibilidade de ocorrer corrosão eletrolítica.

Após calcular, fabricar e montar a estrutura metálica, a Engevidros começou a execução da fachada pela instalação dos vidros externos. Em seguida foram colocados os brises e por último os caixilhos internos. As soluções e acabamentos foram feitos com rufos de chapas de alumínio e material isolante.

Devido ao desenho curvo do edifício, a fachada noroeste, com 20 metros de largura, recebeu no trecho superior vidros e brises modelados em arco. No restante, os vidros são retos. Na parte inferior, os quadros apresentam alturas diferentes para acompanhar a inclinação da rampa. Dessa inclinação resultou um vão com pé-direito de medidas distintas: do térreo até a cobertura, ele é de 12,30 metros; na subida da rampa ele vai diminuindo e, ao se encontrar com a fachada do foyer, tem 6,30 metros.

Vidros autoportantes

Na área do foyer, para atender à estética arquitetônica, a fachada de 29,75 metros de largura e 6,30 metros de altura foi vedada com uma única esquadria, composta por vidros temperados autoportantes incolores de dez milímetros e portas automáticas. “O arquiteto não queria perfis aparentes, e sim que o envidraçamento fosse o mais livre possível". A solução foi adotar uma viga horizontal de aço de 400 x 400 milímetros, apoiada em dois pilares de concreto, que divide a esquadria nos trechos superior e inferior. No primeiro, os quadros de vidro possuem 3,30 metros de altura; no segundo, medem 2,40 metros. A viga de aço ganhou outras funções. Revestida com painéis de alumínio composto na cor prata, tornou-se uma sanca de iluminação, que também esconde todos os equipamentos da porta automática”, explica Macedo.

Na parte inferior da esquadria estão as portas deslizantes com sistema antipânico e caixilhos transparentes, produzidos com perfis de alumínio e vidros temperados autoportantes. Conforme determinação do arquiteto, na fixação das 30 chapas de vidro, de 2.100 x 3.300 milímetros, foi utilizado um sistema de baguetes compostos por perfis de alumínio de 25 x 50 milímetros. Na parte superior também foi prevista uma junta telescópica, evitando o esmagamento pelo trabalho da laje superior. Para haver a troca de ar e auxiliar no tratamento térmico, os vidros superiores, na altura do teto, possuem vários furos, conforme orientação do projeto de ar condicionado.

O sistema antipânico das portas tem um dispositivo que permite saída de emergência do tipo rota de fuga. Em caso de evacuação emergencial do ambiente, as portas e os caixilhos fixos se transformam, com um leve impacto, em folhas pivotantes, promovendo abertura quase total do vão. O sistema de automatização das portas é composto por um grupo motor comandado por placa microprocessadora de 16 bits. São dois motores de corrente alternada com controle VVVF. O sistema tem fecho eletromagnético também comandado pela placa microprocessadora.



Texto resumido a partir de reportagem
de Gilmara Gelinski
Publicada originalmente em FINESTRA
Edição 49 Junho de 2007
...com isolamento de ruído externo nas esquadrias de vidro e no sistema de ar condicionado
O teatro, do tipo italiano, conta com caixa cênica em laje de concreto dupla na forma de onda
Na área do foyer adotou-se um grande pano de vidro, com portas antipânico
A viga horizontal de aço, na área do foyer, está oculta pela sanca revestida com painéis de alumínio composto
Liberdade plástica em concreto armado
Das oito edificações que compõem o Caminho Niemeyer, estão prontos o Museu de Arte Contemporânea, a Estação Hidroviária de Charitas e o Teatro Popular. Em fase de conclusão encontram-se o Memorial Roberto Silveira e o Museu do Cinema Brasileiro. As demais construções ainda não têm cronograma definido. O conjunto se estenderá por aproximadamente sete quilômetros, em área de 72 mil metros quadros.

“Esse projeto foi a oportunidade de criar, com edifícios de destinações tão diferentes, um conjunto arquitetônico moderno, onde a técnica do concreto armado se apresenta com a maior liberdade plástica”, observa Niemeyer. O Teatro Popular, por exemplo, com palco que pode abrir-se para o exterior, se destacará em meio às outras construções instaladas na praça. A Fundação Oscar Niemeyer abrigará o acervo do arquiteto e salas de aulas. O edifício, com 5,1 mil metros quadrados, em formato de cúpula, terá um andar térreo e mezanino para exposições.

Já o Memorial Roberto Silveira, com 460 metros quadrados, será fonte de consultas sobre a cidade de Niterói e terá um pequeno auditório. Com 8,3 mil metros quadrados, o Museu do Cinema Brasileiro será composto por cinco salas de projeção e uma área livre, ligadas por uma laje de acesso. A Estação Hidroviária de Charitas, com 1.860 metros quadrados, abriga no pavimento térreo os setores de embarque e desembarque de passageiros e lojas.

Estação Hidroviária de Charitas
Museu do Cinema Brasileiro
Fundação Oscar Niemeyer
Catedral batista
Catedral católica
Museu de Arte Contemporânea, inaugurado

bibliootec

Lugar de construir o conhecimento
A Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima, implantada em uma movimentada esquina do bairro paulistano de Pinheiros, nasceu com proposta bastante ambiciosa, segundo o arquiteto José Oswaldo Vilela, autor do projeto. "Deveria ser mais que um espaço tradicional de leitura e acesso aos livros. Teria de ser também um lugar de construção do conhecimento", explica o arquiteto.
A biblioteca foi inaugurada após 12 anos sem novos prédios públicos do gênero em São Paulo. Seu projeto, elaborado há uma década em órgão interno da prefeitura (o Departamento de Edificações, onde Vilela trabalhava), conserva a atualidade. Sua concepção norteia-se por conceitos de multifuncionalidade e incorpora atividades como música, cinema e artes plásticas, com espaços específicos.

Os bibliotecários da rede municipal fizeram sugestões para compor o programa do prédio. Surgiram daí, por exemplo, os espaços integrados e de uso do público em geral, como a área do térreo (o embasamento do edifício), onde estão o café/bar (ainda não instalado), o auditório e espaço para pequenas exposições de artes plásticas. No primeiro pavimento ficam a diretoria e a galeria para exposições de maior envergadura; e, logo acima da biblioteca propriamente dita, no segundo pavimento, o mezanino foi idealizado como espaço de múltiplo uso, podendo abrigar atividades multimídia.

O partido arquitetônico, concebido sob o clássico conceito "a forma segue a função", imprimiu um ritmo às fachadas e às aberturas de acordo com a ocupação destinada a cada pavimento. Assim, o acesso principal, no térreo, é aberto e praticamente convida o transeunte a entrar no prédio. O primeiro pavimento é marcado pelas grandes esquadrias com fechamento em vidros translúcidos, conformando uma grande galeria, visível do exterior. A biblioteca, no segundo piso, ganhou a proteção de empenas cegas em quase todas as suas faces. Pequenas aberturas, na forma de um rasgo na fachada em frente ao acervo de livros, permitem luminosidade natural em intensidade suficiente. Esse pavimento conta, porém, na fachada voltada para o jardim interno lateral, com grandes aberturas que iluminam também o mezanino, claridade reforçada pelos lanternins da cobertura.

Duas grandes vigas de concreto, na fachada lateral voltada para o norte, abrigam os reservatórios de água do prédio e funcionam como protetores termoacústicos. O desenho do edifício reflete o rigor do tratamento funcional em uma arquitetura elegante, sóbria e de formas exatas - o grande e robusto retângulo de concreto do segundo pavimento, ancorado em pilares engastados em formas prismáticas no corpo do edifício, as aberturas nos primeiros pavimentos e os lanternins na cobertura.

O autor empregou concreto para vencer grandes vãos, com pilares e vigas de grande porte, procurando harmonizá-lo com materiais compatíveis - a estrutura metálica da cobertura, com telhas do mesmo material, e o fechamento translúcido sobre a pequena área de exposição do térreo.

Sutilmente inspirado na escola paulista de arquitetura, o projeto trabalhou com materiais básicos - concreto, pisos de alta resistência, esquadrias de ferro e vidro. No nível do primeiro pavimento, surge um jardim interno, equipado com paisagismo bem cuidado e instalações para cursos ao ar livre de pintura e artes plásticas. O posicionamento na topografia, elevada em relação à avenida, e o paisagismo permitem desfrutar desse espaço com tranqüilidade.


Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 244 Junho de 2000
Fachada principal em concreto aparente e áreas envidraçadas no térreo. No primeiro pavimento, grandes empenas de concreto do segundo piso e mezanino
Na fachada frontal, o encontro do pilar com o corpo do edifício, em forma geométrica
Área de leitura: grandes esquadrias abrem o espaço para o jardim interno. Mezanino:cobertura com estrutura e telhas metálicas e iluminação zenita
Área frontal interna da biblioteca

Arquitectura

Rick Joy, reconocido por la sensibilidad y la riqueza material de su obra, estará en Colombia como conferencista en el Seminario Internacional Alternativas de Construcción en la Arquitectura Contemporánea, que se realizará el 29 de octubre en el hotel Cosmos 100 de Bogotá.



Texto: Gabriel Hernadez
Fotografía: Fotografía. Aerchivo Popular

 

compacata1.jpg

 compac1.jpg  compac2.jpg
compac3.jpg
 
Haga clic sobre las imágenes para ampliar

A finales de la década de 1970, en el estado de Maine al noreste de los Estados Unidos donde era músico de jazz, Rick Joy estaba muy lejos de sospechar que algún día sería ampliamente conocido como “El arquitecto del desierto”.

“El oficio de la música es divertido cuando eres joven… pero conlleva un ritmo de actividad que se vuelve pesado a medida que pasan los años”, dice Rick Joy cuando se refiere a su vida antes de la arquitectura. “Me atrajo Arizona por el aura romantizada de sus paisajes agrestes y desérticos, por el clima seco y cálido y además, porque ahí queda una de las universidades menos costosas del país”, añade con una mezcla de sinceridad, modestia y espíritu práctico.

Estas tres condiciones están presentes en la producción del estudio de arquitectura que abrió en Tucson en 1993 donde, al frente de un pequeño equipo de trabajo, ha ido completando un conjunto de obras consistentes principalmente en viviendas campestres, algunas de ellas para clientes célebres como el director de cine Francis Ford Coppola. La textura de la tapia pisada, el color del acero oxidado y la presencia de la madera forman parte de la paleta de materiales con los que el arquitecto compone sus diseños que se inscriben con naturalidad en el paisaje.

“Sé que soy muy conocido por nuestras casas del desierto, pero no es lo único que hacemos; en Vermont diseñamos una casa de madera con cubierta de pizarra que se mezcla con los bosques y las praderas de los alrededores… Estamos trabajando en un hotel de vacaciones en Utah, y buscamos llegar a un público más amplio con la participación en un proyecto de vivienda popular en Guadalajara, México”.

Al hablar sobre la relación entre música y arquitectura, Rick recuerda las reflexiones sobre el tema que compartió con Rogelio Salmona en Finlandia cuando el colombiano recibió el premio Alvar Aalto en 2003. En esa ocasión, charlaban acerca de la complejidad sensorial que significaba el estar inmerso en un espacio físico o en las estructuras armónicas de una composición musical.

¿Qué le produce placer a Rick Joy en la arquitectura?

“Me gusta imaginar –o soñar– estilos de vida interesantes para mis clientes… Y en ese proceso, me atrae más la búsqueda que los resultados. De hecho, cuando aprecio una obra de arte, quiero captar los intereses y las motivaciones de su creador, como me sucede con las pinturas de Jan Vermeer (Delft, Holanda, 1632-1675). Cuando diseño, busco algo especial en el lugar: la luz… el ambiente… En el caso de una de nuestras casas del desierto estructurada en tres volúmenes, cada uno de los cubos se abre como el diafragma de una cámara para enfocar el paisaje desde un punto de vista distinto.
Joy ha sido profesor invitado en universidades como Harvard, Arizona y Rice. A sus alumnos les sugiere experimentar acercamientos creativos a la arquitectura y al diseño, como las artes, la música y la literatura. “Las experiencias creativas –dice– enseñan bastante acerca de cómo construir formas de vida. Un nuevo proyecto es la oportunidad de ser generoso con los pensamientos y las ideas. Por ejemplo, en el caso del proyecto de la Villa Panamericana en Guadalajara pensé que, aunque se trataba de vivienda económica, no era muy considerado abrir la puerta de la casa directamente sobre el estar familiar, y propuse una forma de acceso más amable”.

La obra de Rick Joy ha sido reconocida con distinciones como el Premio de Arquitectura de la Academia de Artes y Letras y el Premio Nacional de Diseño del Instituto Smithsoniano/Museo Cooper Hewitt. Al respecto, opina: “Los premios no necesariamente significan que tengamos más talento… Más bien representan el trabajo y el interés que les dedicamos a los encargos de nuestros clientes”.

Después de recorrer un largo camino para encontrarse con su oficio, Rick Joy sostiene que la arquitectura es un arte para personas mayores. En su taller de diseño en Tucson, construido con muros de tierra pisada, con cielos rasos de acero y ventanales inclinados de vidrio, junto a los computadores de rigor en la práctica actual, mantiene papel de trazo y lápices para expresar ideas y afinar detalles, exaltando la rapidez y la agilidad de la relación entre el cerebro y la mano; entre los pensamientos y su realización material.

Ludica

Cores e volumes lúdicos, sem apelar para infantilização
A escola-berçário Primetime adota uma filosofia de ensino que proporciona condições favoráveis ao desenvolvimento do potencial de crianças até três anos. Nesse contexto, a arquitetura assume o papel primordial de estimular os sentidos. A proposta de Marcio Kogan e Lair Reis explora as possibilidades implícitas nesse objetivo e estabelece um dinâmico e colorido jogo de volumes, construídos com diferentes materiais.
A própria cliente estruturou o complexo programa da escola-berçário com capacidade para 75 crianças, localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo. Foi um trabalho construído ao longo de anos de estudo e planejamento, período em que, paralelamente, ela adquiriu diversos itens de mobiliário importado, selecionados pelo design e por oferecerem soluções consideradas adequadas e atuais. “Ela sabe exatamente o que quer. Cada detalhe foi exaustivamente discutido e tem o seu porquê”, descreve Marcio Kogan, autor do projeto.

A arquitetura de linhas contemporâneas, com caráter lúdico e sem o apelo fácil da infantilização dos espaços, já era uma das premissas da cliente antes de contratar o projeto. Ficou fácil, então, escapar dos modelos convencionais e propor uma construção baseada na composição de volumes e cores e na mescla de concreto, vidro e policarbonato. O resultado é um conjunto de caixas que interagem e, à primeira vista, fazem o observador supor que se trata de um escritório.
A transparência da fachada sul expõe as áreas internas de circulação. A iluminação noturna valoriza o conjunto
A caixa de policarbonato faz o fechamento da rampa no nível térreo e embute a linha de pilares
Durante a noite, as chapas metálicas perfuradas dão transparência ao conjunto. A luz azul cria atmosfera tranqüila na sala de descanso dos bebês

Para dispor todos os itens do programa no lote de esquina, relativamente pequeno, foi necessário verticalizar a construção. Com três pavimentos interligados por rampas, o bloco principal apresenta fachada sul transparente, expondo a circulação com guarda-corpo de vidro e a grande empena amarela que resguarda os demais espaços. Quase todos os ambientes estão abertos para a face norte, que ganhou a proteção de chapas perfuradas instaladas a 1,20 metro de distância da fachada posterior, criando varandas que possibilitam deixar os vidros abertos sem colocar em risco a segurança das crianças. Vista externamente, essa fachada parece opaca durante o dia e transparente à noite. Voltada para a pequena praça de transição entre o espaço público e o privado, a face frontal destaca-se pelo volume cúbico amarelo, que se projeta do limite da construção e abriga uma pequena sala de reuniões.

No térreo do bloco principal há apenas a rampa com fechamento de policarbonato que embute a linha de pilares. Ela leva ao andar intermediário, reservado para as crianças que já conseguem caminhar, e ao pavimento superior, onde ficam os bebês que ainda não andam. Dois outros blocos foram implantados no nível da rua. O de cor laranja concentra cozinha e refeitório, ambientes também usados em atividades didáticas, enquanto o bloco amarelo destina-se à sala de múltiplo uso com palco, explica Lair Reis, co-autor do projeto.

Vista dos fundos da escola, com pátio coberto e playground gramado
Durante a noite, as chapas metálicas perfuradas dão transparência ao conjunto. A luz azul cria atmosfera tranqüila na sala de descanso dos bebês

Para dispor todos os itens do programa no lote de esquina, relativamente pequeno, foi necessário verticalizar a construção. Com três pavimentos interligados por rampas, o bloco principal apresenta fachada sul transparente, expondo a circulação com guarda-corpo de vidro e a grande empena amarela que resguarda os demais espaços. Quase todos os ambientes estão abertos para a face norte, que ganhou a proteção de chapas perfuradas instaladas a 1,20 metro de distância da fachada posterior, criando varandas que possibilitam deixar os vidros abertos sem colocar em risco a segurança das crianças. Vista externamente, essa fachada parece opaca durante o dia e transparente à noite. Voltada para a pequena praça de transição entre o espaço público e o privado, a face frontal destaca-se pelo volume cúbico amarelo, que se projeta do limite da construção e abriga uma pequena sala de reuniões.

No térreo do bloco principal há apenas a rampa com fechamento de policarbonato que embute a linha de pilares. Ela leva ao andar intermediário, reservado para as crianças que já conseguem caminhar, e ao pavimento superior, onde ficam os bebês que ainda não andam. Dois outros blocos foram implantados no nível da rua. O de cor laranja concentra cozinha e refeitório, ambientes também usados em atividades didáticas, enquanto o bloco amarelo destina-se à sala de múltiplo uso com palco, explica Lair Reis, co-autor do projeto.

Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 335 Janeiro de 2008


Marcio Kogan graduou-se em arquitetura em 1976 pela Universidade Mackenzie. É autor do projeto de diversas residências e do hotel Fasano (com Isay Weinfeld).



Lair Reis formou-se em 2000 pela mesma instituição e manteve escritório próprio até 2004, quando passou a integrar a equipe de Kogan
A área sob a rampa ganhou colchonetes e foi transformada em uma biblioteca, onde as crianças ficam à vontade para manusear os livros
Durante o dia, as chapas metálicas perfuradas dão efeito opaco à fachada posterior, voltada para o norte
Vista da sala de atividades. O mobiliário fixo tem o design dos arquitetos e as peças soltas são importadas. O fechamento de chapas perfuradas permite que os vidros fiquem totalmente abertos sem oferecer riscos às crianças
Vista noturna da rampa
Em contraste com a arquitetura contemporânea, a casinha de bonecas repete o modelo de uma residência no imaginário infantil
Detalhe da secretaria, situada no pavimento superior
Vista do nível intermediário para o piso superior
O piso é aquecido nas áreas onde as crianças brincam no chão. O revestimento é feito com laminado vinílico
A sala de múltiplo uso com palco facilita o exercício da criatividade

centro digital

Equipamento cultural requalifica espaço da praça existente
Inaugurado em meados de junho passado, o Centro Digital do Ensino Fundamental, em São Caetano do Sul, consolidou-se a partir de projeto do escritório JAA Arquitetura e Consultoria, dirigido por José Augusto Aly. Implantada numa fração de terreno da praça Di Thiene, junto à avenida Goiás, a edificação tornou atrativa a praça com a qual divide o espaço, impondo-se como ponto de interesse arquitetônico daquela via.
Bem-cuidada pela administração local, a avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC paulista, é uma longa via que corta o município, fazendo a ligação entre São Paulo e Santo André, duas cidades vizinhas. Até pouco tempo atrás, era possível percorrer praticamente toda a sua extensão sem deparar com qualquer construção que merecesse destaque - a não ser, pelo porte, a enorme fábrica da GM. Desde junho passado, quando a prefeitura inaugurou o Centro Digital do Ensino Fundamental, pelo menos do ponto de vista da arquitetura esse panorama mudou.

Construído em um trecho da praça Di Thiene paralelo àquela via, na altura do bairro Santa Paula, o conjunto foi projetado por José Augusto Aly e ocupa toda a testada da quadra. A edificação se destaca, no entanto, não por seu porte ou extensão, mas pelo desenho e pela implantação. A praça, antes um espaço comum, ganhou outra qualificação - e não é exagero considerar o edifício uma referência arquitetônica local.

Detalhe do encontro do brise metálico com a estrutura de concreto
O telecentro, à direita, apresenta tonalidade e desenho contrastantes com a caixa de vidro
Aly conta que o trabalho começou a ganhar contorno quando ele foi chamado para desenvolver um estudo para outro conjunto, também por encomenda da prefeitura, nas proximidades da praça. Esta chamou sua atenção por estar subutilizada e completamente cercada por grades. Ao saber que o poder público não tinha intenção de intervir no local, o arquiteto decidiu propor sua ocupação com uma biblioteca.

Para a construção inicial, a idéia não prosperou. Mas a sugestão do edifício cultural concretizou-se num conjunto com 3,5 mil metros quadrados de área construída, cujo programa original foi ampliado: além da biblioteca convencional, a edificação abriga uma biblioteca digital, telecentro (cujo objetivo é ampliar o acesso da população às mídias digitais) e uma escola de informática.

O arquiteto desenhou uma construção - “uma barra de 85 x 12,5 metros”, como a define Aly - com o pavimento térreo quase totalmente em pilotis, solução que, observada da avenida, configura uma espécie de porta de acesso para a praça, justificando, assim, o termo praçaequipamento. Numa descrição simples, o prédio é composto por dois volumes laterais (ocupados pela circulação vertical), entre os quais estão implantados uma caixa envidraçada transparente (a biblioteca) e um volume de desenho mais denso e tonalidade contrastante (o telecentro).

A caixa envidraçada recebeu a proteção de brises na face mais sujeita à insolação, no lado voltado para a avenida. Na fachada oposta, orientada para a praça, o volume é quase completamente transparente, revelando o interior do prédio. Nessa relação interior/exterior, Aly toma como referência certos aspectos do projeto de Paulo Bruna Arquitetos Associados para a antiga Ática Cultural (PROJETO DESIGN 210, julho de 1997), hoje Fnac Pinheiros. No térreo, além do acesso, foi reservado espaço para um café, que ainda não está funcionando.

À direita do acesso principal, vindo da avenida, numa parte do terreno que foi rebaixada, o arquiteto encaixou a escola de informática, cujo contorno é demarcado por um espelho d’água. A praça seca no térreo deve servir para a apresentação de pequenos shows e eventos. Ainda nesse pavimento, acima do volume da escola, configura-se o bloco do telecentro, no topo do qual está um terraço de estudos/leitura.

O conjunto, informa Aly, possui estrutura de concreto armado moldado in loco e desenvolve-se como uma barra longitudinal em módulos de 12,5 x 6,25 metros e balanços de aproximadamente 3,5 metros. A impressão é a de um volume suspenso sob um pórtico, que nas extremidades tem áreas de circulação vertical, sanitários e shafts. A cobertura técnica abriga equipamentos de conforto predial e instalações. A cobertura do telecentro ultrapassa em altura e largura a da caixa de vidro, fornecendo proteção ao terraço e à praça seca do térreo.

Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 343 Setembro de 2008

José Augusto Aly é arquiteto (formado em 1987), mestre e doutorando pela FAU/USP. Titular do escritório JAA Arquitetura e Consultoria, é professor do Centro Universitário Belas Artes e da FAU/Mackenzie

No andar mais alto da edificação fica a biblioteca digital
O volume hermético do telecentro contrapõe-se à transparência da biblioteca
Na face voltada para a avenida principal, os brises atenuam a incidência solar
No térreo, uma passarela metálica transpõe a praça seca, encaixada no terreno
Vista da praça em direção ao centro digital. Nessa fachada da biblioteca, prevalece a transparência
Requalificada, a praça é visível do interior da biblioteca


Os interiores são claros nas áreas das bibliotecas
O espelho d’água, o telecentro e a biblioteca de concreto e vidro: o autor trabalha diferentes planos e sobreposições
A edificação foi implantada em parte do terreno da praça Di Thiene

parq.

 







maquete
Lâminas entrelaçadas dão forma ao teatro de dança

A balança do bairro da Luz, que às vezes pende com estardalhaço para a Cracolândia - região degradada pela venda e consumo de drogas em pleno centro de São Paulo -, pode ganhar mais um contrapeso caso se concretize a intenção da Secretaria da Cultura estadual de implantar o Complexo Cultural Teatro de Dança no terreno onde funcionou durante anos a principal rodoviária paulistana. Projetado pelos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, ele vai somar esforços com o Museu da Língua Portuguesa, de Paulo Mendes da Rocha, e a Sala São Paulo, de Nelson Dupré, na proposta de fazer da cultura um dos focos de estímulo para a revitalização da área.

implantacao
entorno

No início de julho foi divulgado o estudo preliminar preparado pelo escritório Herzog & De Meuron, contratado pela secretaria. Apenas uma praça vai separar o edifício da Estação Júlio Prestes - projetado por Christiano Stockler das Neves e no qual há dez anos Dupré inseriu a Sala São Paulo - do complexo cultural que, segundo a secretaria, vai colocar São Paulo definitivamente na rota dos grandes projetos de arquitetura internacional.

Segundo o órgão paulista, a convocação de Herzog & De Meuron, contratado por notória especialização, entre outros motivos, ocorreu depois de a empresa inglesa TPC Theatre Projects Consultants, também a convite da secretaria, ter definido o perfil do futuro complexo e detalhado o programa de cada item. Seus técnicos estudaram e analisaram a cidade para dimensionar um teatro de características únicas.

A partir desse estudo, a secretaria selecionou escritórios internacionais de arquitetos que poderiam se interessar em desenvolver o projeto: o inglês Norman Foster, o argentino radicado nos EUA Cesar Pelli, o holandês Rem Koolhaas e a dupla suíça. “Queríamos provocar um escândalo na arquitetura brasileira. No bom sentido”, provoca o secretário da Cultura, João Sayad. Mesmo detentores do Pritzker, Oscar Niemeyer e Mendes da Rocha foram descartados, segundo Sayad, por já terem outros projetos na cidade. Na avaliação do secretário, a arquitetura de Foster, Pelli e Koolhaas torna seus projetos facilmente reconhecíveis em qualquer parte do mundo, enquanto a de Herzog & De Meuron revela-se sempre inovadora, invulgar.

A decisão provocou, se não escândalo, pelo menos um choque no meio arquitetônico paulista. De um lado, alguns defenderam a contratação dos suíços, pelos antecedentes de sua admirada arquitetura. Outros, contrariados, contestaram não o trabalho dos arquitetos escolhidos, mas a forma de escolha, argumentando que seria mais justa a realização de um concurso internacional.

Com o caderno do estudo preliminar do TPC nas mãos, Sayad aponta, bem-humorado, a planta de uma das salas e diz: “Aqui vai ficar o camarote do secretário”. Para chegar a ele, Sayad - ou seu eventual sucessor - terá apenas que atravessar a praça Júlio Prestes (a sede da secretaria fica no edifício que também abriga a Sala São Paulo) e percorrer a rampa que demarca a entrada principal do complexo. A partir do lobby, poderá se dirigir a um das dezenas de ambientes, que se distribuirão por aproximadamente 95 mil metros quadrados de área construída. Entre outros, o conjunto contará com três teatros: um para dança e ópera, com 1.750 lugares; outro destinado a teatro e recitais, para 600 espectadores; e uma sala experimental, de 450 lugares.

O conceito intrínseco ao projeto de Herzog & De Meuron foi mesclar e combinar o máximo de atividades possível, transpondo para o edifício a dinâmica da metrópole paulistana. O conjunto possui quatro pavimentos (e altura média de 23 metros), dos quais não se consegue fazer uma leitura externa linear nem definir uma hierarquia entre as fachadas. Uma abordagem possível é a de uma praça suspensa, composta por um jogo de lâminas entrelaçadas nos dois sentidos, que se integra às áreas verdes que a dupla propõe para o entorno.

A quadra abrangida pela intervenção é formada pela praça Júlio Prestes e trechos da rua Helvétia e das avenidas Rio Branco e Duque de Caxias. “Nosso objetivo é criar um espaço cultural bem localizado e de fácil acesso à população, próximo das linhas de metrô e trem. São Paulo merece um grande marco arquitetônico e esse complexo desempenhará tal papel”, avalia Sayad.

Os recursos estimados pelo Estado para a construção do complexo são de 300 milhões de reais, parte dos quais se pretende obter por meio de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Herzog & De Meuron devem receber por seu trabalho cerca de 8,5% desse total, o que representa quase 26 milhões. A secretaria prevê que a licitação para dar início à obra seja realizada no segundo semestre de 2010.


Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 354 Agosto de 2009
montagem
Teatro de dança e ópera - térreo
Teatro de dança e ópera - térreo
Teatro de dança e ópera - 1º balcão
Teatro de dança e ópera - 1º balcão
Sala experimental
Sala experimental
Corte do teatro de dança e ópera
Corte do teatro de dança e ópera
 
“Nossa contribuição é positiva para a arquitetura”
Consolidar a Luz, região central de São Paulo, como o mais importante polo cultural da América Latina é a intenção da Secretaria da Cultura, e o Complexo Cultural Teatro de Dança, a ser construído na área da antiga rodoviária, é uma peça importante nesse processo. Essa é a avaliação do secretário da Cultura João Sayad, que explicou a PROJETO DESIGN por que o projeto de Herzog & De Meuron foi escolhido.
Quando a secretaria pensou no teatro de dança, já havia a ideia de implantá-lo na área da antiga rodoviária?
Primeiro pensamos na sede da companhia e no teatro. Procuramos um local e, depois de várias propostas, chegamos a este, uma área deteriorada, em frente da Sala São Paulo. A praça Júlio Prestes está mal aproveitada e éramos cobrados pelo governador para reformá-la. Numa etapa inicial, no primeiro semestre do ano passado, trabalhamos com especialistas do escritório TPC Theatre Projects Consultants, durante cerca de quatro meses, para a definição do programa. Terminada esssa fase, escolhemos conversar com arquitetos de notória especialização: Foster, Koolhaas, Pelli e Herzog & De Meuron. Pareceu-nos que eles tinham mais capacidade de negociação para que o projeto custasse pouco em vista da nossa preocupação primordial, que era a qualidade técnica e cenográfica, em termos de dimensões adequadas de palco, plateia e condições de acústica, em um espaço para dança e ópera. Teremos um teatro de excelência.

Os escritórios foram sugeridos pela TPC?
Conversamos sobre eles e sobre outros que acreditávamos que não topariam vir para o Brasil. Alguns foram convidados para conversar e nem vieram, outros eram excelentes mas apresentavam determinadas exigências técnicas, e outros ainda tinham personalidade profissional difícil para realizar a negociação. Chegamos então a Herzog & De Meuron. O fato de ser um escritório estrangeiro era porque buscávamos arquitetos de notória especialização e não queríamos promover um concurso. Dos notáveis brasileiros, [Paulo] Mendes da Rocha e [Oscar] Niemeyer, por exemplo, já têm bastantes projetos no Brasil. Também imaginamos que, como Secretaria da Cultura, seria uma contribuição positiva para a arquitetura trazer um profissional estrangeiro. E os suíços mostravam algumas características importantes para nós.

Quais são essas características?
O grande interesse deles em fazer um projeto na América Latina, especialmente no Brasil, a disponibilidade de tempo, em comparação com outros escritórios, além da intenção de investir no país. Analisando seu portfólio, percebemos que cada projeto é único. É difícil apontar um edifício e dizer com certeza que é de Herzog & De Meuron. Olhando com olhos de leigo, como são os meus, é possível perceber quais são de Koolhaas, quais são de Foster ou de Pelli - espero que eles não leiam sua revista -, mas não quais são de Herzog & De Meuron. Principalmente porque eles investem muito na concepção do material, na fachada e na adaptabilidade do projeto ao local.

Quando eles foram contratados?
Em julho do ano passado. Desde então, já vieram a São Paulo várias vezes, visitaram a cidade e apresentaram o projeto básico. Mas, como suíços cuidadosos que são, dizem que é a proposta básica e preliminar. Eles gostariam de apresentar o projeto em outubro, mas estamos tentando nos antecipar e fazer com que isso ocorra na próxima bienal de arquitetura.

Edif comercial

Ocupação predefinida é determinante na tipologia adotada
Destinado a uma organização que realiza operações de telemarketing, o edifício Pedra Branca 1, em Palhoça, SC, teve projeto elaborado pelo escritório catarinense MOS Arquitetos Associados. As características do programa, explicam os autores, foram determinantes na adoção da tipologia e seu desenvolvimento foi orientado pelas diretrizes de desempenho ambiental estabelecidas pelo Leadership in Energy and Environmental Design (Leed).

O edifício Pedra Branca 1 foi desenhado especialmente para abrigar uma empresa da área de telemarketing. Na época do projeto, tratava-se de uma nova unidade da Softway Contact Center, organização posteriormente adquirida pela Tivit. A edificação foi o primeiro prédio comercial construído no empreendimento Pedra Branca, em implantação no município de Palhoça, cidade localizada a cerca de 15 quilômetros de Florianópolis.

Os 9.708 metros quadrados de área construída do prédio se distribuem em subsolo, térreo e três pavimentos-tipo, nos quais se instalariam, numa primeira etapa, 2 mil posições de telemarketing. A ocupação, informa Ricardo Monti, sócio do escritório MOS, foi determinante na tipologia adotada. Segundo o autor, a configuração e a estruturação espacial são adequadas a esse tipo de demanda: o conjunto é composto por dois blocos, cada qual formado por dois pavilhões ligados a uma circulação central; unindo os blocos há um volume servidor. Ambos os blocos têm formato de paralelepípedo - mas com profundidades distintas - e o mesmo gabarito, embora internamente os pés-direitos sejam variáveis. O de menor dimensão volta-se para o quadrante noroeste, enquanto o maior está orientado para o sudeste. Além da diferença volumétrica, o uso também revela organização clara através da leitura dos pavimentos: no térreo ficam as áreas de uso comum (convivência, refeitório, salas de aulas e biblioteca), enquanto nos andares altos estão as zonas de trabalho.

O volume central servidor é ocupado por elementos de circulação vertical (rampa, escadas e elevadores), sanitários e áreas de apoio. Diferente dos outros dois, tem a face frontal transparente, o que, para Monti, se justifica por atenuar o impacto dos fortes fluxos de empregados, proporcionando visuais mais ricas e explicitando a escala humana. O arquiteto acredita que essa solução dá ao conjunto, que tem programa fechado, um caráter permeável.

O segundo andar do volume central é ocupado, na parte mais ao fundo, pela gerência. Em seu ático, na porção frontal, os autores desenharam um terraço-jardim, que, segundo Monti, protege o interior do edifício contra ganhos excessivos de calor pela cobertura, ajuda a manter a umidade do ar e auxilia na dissipação de poluentes.

Monti acrescenta que a composição arquitetônica possibilitou responder aos requerimentos de desempenho ambiental alinhados aos princípios do Leed. A configuração permitiu, por exemplo, fazer uso do efeito chaminé para a ventilação e o desenho adotado propiciou maior aproveitamento da iluminação natural e otimização no uso de água - de acordo com dados do empreendedor, em operação plena o edifício apresenta economia de 30% no consumo de energia e redução de 20% nos gastos com água. O arquiteto também observa que o desenho indica as diferentes categorias de usuários.

A iluminação natural que verte para o interior da edificação, detalha Monti, é totalmente indireta. Para obter essa condição, os autores decidiram fechar praticamente todo o perímetro dos blocos com alvenaria de tijolo aparente, material que prevalece na composição estética.

A cor azul está presente nas torres de circulação entre os pavilhões e no embasamento do conjunto
Para o arquiteto Ricardo Monti, a transparência das rampas dá caráter permeável à edificação de programa fechado,...
...ajudando a atenuar o impacto dos fortes fluxos dos empregados, proporcionando visuais mais ricas e explicitando a escala humana
Pé-direito permite ventilação pelo efeito chaminé
Cada um dos dois pavilhões que demarcam os núcleos são reconhecidos externamente pela cobertura independente, que se projeta em balanço na fachada. O espaço entre os pavilhões é pontuado por torres pintadas de azul, cor presente também no embasamento do conjunto.

Texto de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 350 Abril de 2009

O escritório MOS, sediado em Florianópolis, foi constituído em 1999 pelos arquitetos Ricardo Monti (Universidade Federal de Córdoba, Argentina, 1973), Emília Okuda (Universidade Federal de Santa Catarina, 1986) e Valdir Secco (UFSC, 1984)
Uma das áreas ocupadas pelos operadores
Croqui
October 25

Estadios H

© DRDS

© DRDS

Arquitectos DRDS
Colaboradores Junglim Architects + DMP Haenglim + A&U
Constructores Hyundai/Samsung
Cliente Consorcio Hyundai/Samsung
Ubicación Hwaseong, Corea
Costo $176 millones
Apertura 2010
Programa estadio de fútbol para 35.000 personas, arena para 5.000, campo de práctica para 2.000, entretenimientos y retail

© DRDS

© DRDS

La oficina de Los Angeles DRDS ha diseñado un nuevo complejo deportivo para el consorcio Hyundai- Samsung en Hwaseong, Corea. El estadio está recubierto por una piel de metal perforado con aberturas de distintos tamaños. Diseñado en colaboración con Junglim, DMP, Haendlim y A&U, el proyecto piensa abrir el 2010. Con una capacidad para 35.000 asistentes a los partidos de fútbol, una arena para 5.000 personas y un campo de entrenamiento para otras 2.000.

Los estadios en general, tienen un impacto significativo en las ciudades por su tamaño, entonces “hemos creado un diseño armonioso y fluido que dialoga con el aspecto cívico de la arquitectura deportiva, una arquitectura de la cual la comunidad local puede sentirse muy orgullosa de tener”.

© DRDS

© DRDS


DRDS declara:

“La geometría del edificio es minimalista, creando un sentido de abstracción del arte que es individual. El diseño fusiona múltiples programas complejos en una única visión singular. La composición final, con su geometría ondulante (emulando las fuerzas de la naturaleza), es una reminiscencia formal de las montañas, ríos y nubes. El edificio pone a Hwaseong al nivel de otras grandes ciudades entregando este nuevo hito cívico.

© DRDS

© DRDS

El edificio es una pieza arquitectónica de exhibición para Hwaseong, proyectando una imagen sofisticada que trasciende los deportes y crea una armonía con la comunidad local y la topografía natural circundante. El arena y el estadio (por su conectividad) crean una nueva sinergia que no es típica de otros complejos deportivos.

Un punto importante del diseño es esta “zona de sinergia” entre el estadio y el arena. Esta plaza cubierta está definida por una abertura orgánica que a su vez define un área de acceso vertical entre el público general y los espacios de ventas. Esto refuerza el diagrama de ventas al generar una conexión directa que crea un sentido de lugar y espacio necesario durante los momentos que el estadio/arena se encuentra operacionalmente fuera de uso. Este espacio además entrega una zona de congregación para el encuentro público, protegida del clima. Esto será una plataforma para actividades y múltiples eventos a realizarse en el lugar, un único y gran espacio que convierte al complejo deportivo de  Hwaseong en un una instalación deportiva sin comparación en Corea.

© DRDS

© DRDS

El terreno del entorno está soterrado de manera sutil con montañas ondulantes que crean un fondo natural  para el Estadio Hwaseong. Una fuente de inspiración para el edificios principal que también fue aplicada al paisaje. Otro componente importante del diseño del masterplan, refleja la misma armonía y fluidez con la naturaleza como el resto del proyecto. El edificio y el paisaje toman ventaja de cada uno y del escenario natural que los contiene.”

© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS

© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS

© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS

© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS
© DRDS
October 24

TOYO ITO chile proyecto








Nos pareció interesante en la mesa cuando apareció publicada y acá nos acompaña. Recién salida del horno, una vivienda proyectada por el estudio de Toyo Ito para Marbella, una tierra chilena que orilla al inmenso pacífico. Con el socio local, Christian de Groote, una vez más este hábil arquitecto contemporáneo logra imprimir en una escala pequeña todo el entusiasmo y la dinámica del espacio contemporáneo, construyendo un lenguaje de carácter que desafía las articulaciones modernas. Un acceso audaz y una relación integral con el paisaje que derrite la morfología y esconde los límites: Un patio en un piano nobile que flota en el verde. La casa rodea al espacio y es invadida por todo su perímetro. El material y la geomtría no distinguen los elementos ni las funciones, las tiñen de homogeneidad. Un pequeño ejemplo de las intenciones de proyectar cuando estamos por acceder a la segunda década del nuevo milenio. Chapeau para el equipo de Toyo!!
La información fue tomada del genial sitio www.archdaily.com. Mas información allí la encontrarán
Seleccionada por el arq. Martín Lisnovsky
October 18

Space reformado

 

 

 

00_kbnl.jpg

 

 

KBNL es un trabajo desarrollado el barrio del Cabanyal (Valencia) donde diversos estudios y análisis dan paso a una propuesta de reordenación urbana que persigue la revitalización del lugar sin dejar de lado cuestiones polémicas como el final de la Avenida Blasco Ibáñez o la propia rehabilitación del barrio. Actualmente, el porcentaje de viviendas vacías, la acusada pérdida de población, la escasez de zonas verdes y servicios y la ausencia de grandes dotaciones a escala de ciudad en el barrio del Cabanyal son los principales indicadores de un panorama preocupante que denota la urgente necesidad de intervención.La estrategia elegida es, sin embargo, un asunto complejo. Si bien existen modelos de reforma urbana ejemplares, donde la renovación de infraestructuras edificaciones y servicios ha supuesto un gran impulso en la modernización de zonas degradadas, tampoco faltan ejemplos donde las mismas premisas han conducido a planes de actuación autónomos y desarraigados, que provocando alienaciones en los hábitos de vida de sus habitantes han conducido sus intervenciones a un terreno conocido de entornos estereotipado que termina dejando de lado por incomprendido, cualquier antiguo vestigio de su identidad original.

 

 

01_kbnl.jpg

 

 

La importancia de las condiciones de partida ha justificado por tanto la inclusión en este trabajo de un estudio previo que atienda a las características morfológicas y estructurales del lugar, tales como la trama urbana, (altura de edificación, secciones de sus calles, influencia de la ventilación y el soleamiento….), la incidencia de recorridos principales (peatonales, de tráfico rodado, la influencia del transporte público,….), etc… así como la valoración de su evolución histórica traducida en términos singulares a efectos como el pintoresquismo de sus fachadas, no solo por su color sino por sus diferentes y variadas anchuras, o la particular relación de las viviendas con la calle.El modelo de desarrollo propuesto para el barrio del Cabanyal se basa finalmente en ejemplos como el MPD neoyorquino, una antigua zona destinada a las factorías de mataderos de carne repoblada por las clases creativas de la ciudad, cuya rehabilitación fue una cuestión de necesidades, y cuyo despertar económico surgió espontáneamente fruto de su innovación y su originalidad.

 

 

02_kbnl.jpg

 

 

La intervención urbanística, ha consistido asimismo en un proyecto de ampliación del barrio deliberadamente polémico y arriesgado, en la que tras una aparente trasgresión de su centro histórico, se sitúa una intervención sensibilizada con la naturaleza del lugar, que conecta sus recorridos históricos, da un final a sus vías peatonales, compensa las carencias dotacionales a escala urbana (Cines, museos, bibliotecas, auditorio,…) y aporta grandes bolsas de espacio verde y de aparcamientos.Este proyecto se sitúa en el vació urbano provocado por la eliminación del parque de Doctor Lluch, el Polideportivo del Cabanyal y el Bloque de viviendas en la C/ Baler, de superficie cercana a los 100.000 m2, y consta de 5 bandas a modo de megaestructuras de hormigón, que recorren más de 800 metros de longitud separadas por 5 patios, y que se relacionan con la escala territorial (paralelas a la trama del Cabanyal, y perpendiculares a la Avenida Blasco Ibáñez). Sobre ella, apoyan 223 pabellones autónomos modulados en base al pabellón de vivienda unitario, que se vinculan directamente con la pequeña escala, o escala del peatón.

Proporcionado según fracciones regulares desde la pieza de pavimento (1.05 m x 0.9 m) hasta el conjunto del solar (110m x 840m), el proyecto contiene 3 auditorios de 1.600, 2.600, y 3.600 m2, 5 salas de cine para un total de 4.500 m2, 20 aulas de trabajo de 210 – 230 m2 que suman 4.400 m2, 40 pabellones para comercios, oficinas o despachos, de 130 – 150 m2 que alcanzan los 6.000 m2 (distribuidos a razón de 3.000 m2 por planta), 117 viviendas de entre 60 – 70 m2, para un total de 7.600 m2 residenciales, y 43 núcleos de almacenamiento, baño, punto de información o de control y comunicación vertical, hasta los 2700 m2. Además, existen 1000 m2 destinados a bares o restaurante, 1500 m2 de instalaciones, 1400 m2 de museo, 800 m2 de biblioteca y 2400 m2 de sala de exposiciones a doble altura y 4200 m2 de espacios polivalentes, además de los 1.000 m2 de la parada de tranvía y los 21.000 m2 de aparcamiento, que dan plaza a 872 coches. El área total de nuevos servicios, 45.300 m2, sumada a los 16730 m2 preexistentes compensa la carencia dotacional del barrio.

Los recorridos del edificio, en su mayoría exteriores y no climatizados, suponen un total de 12000 m2, y su trazado serpenteante se debe a la intención de resolver las tangencias de los pasos transversales con el mínimo número de encuentros, para asumir con naturalidad la intersección entre flujos. La zona verde, incluido el entorno del edificio, suma 57.000 m2, superando ampliamente la superficie preexistente suprimida.

Finalmente, el proyecto se integra en el importante recorrido histórico entre las plazas del Cabanyal situando una plaza de 2000 m2 que conecta peatonalmente con las plazas de los Ángeles y Virgen Vallivana, un gran espacio verde de 15.000 m2 que une la plaza del Dr. Lorenzo de la Flor y una zona pavimentada de 6.000 m2 que hace lo propio con su homónima Blasco Ibáñez.

El objetivo final de la propuesta es generar nueva centralidad que polarice el interés de habitantes y visitantes y convierta el lugar en un punto de interés no solo por su oferta de ocio, residencial deportiva, educativa y cultural, sino por su capacidad de hibridación con los espacios de vida del Cabanyal, lo que puede convertir el lugar en un foco de actividad permanente. La rehabilitación de este barrio puede ser inmediata como consecuencia del interés despertado por una intervención de este tipo.

 

 

03_kbnl.jpg

 

 


 

 

©Francisco Requena Crespo

Autores: Francisco Requena Crespo

Reordenación urbana y nuevo foropara el Cabanyal.

VII Premios Cerámica de Arquitectura e Interiorismo 2008 – Categoría Proyecto Fin de Carrera. 1º premio

space

Autores: Francisco Requena Crespo

Reordenación urbana y nuevo foro para el Cabanyal.

VII Premios Cerámica de Arquitectura e Interiorismo 2008 – Categoría Proyecto Fin de Carrera. 1º premio

 

 

00_kbnl.jpg

 

 

KBNL es un trabajo desarrollado el barrio del Cabanyal (Valencia) donde diversos estudios y análisis dan paso a una propuesta de reordenación urbana que persigue la revitalización del lugar sin dejar de lado cuestiones polémicas como el final de la Avenida Blasco Ibáñez o la propia rehabilitación del barrio. Actualmente, el porcentaje de viviendas vacías, la acusada pérdida de población, la escasez de zonas verdes y servicios y la ausencia de grandes dotaciones a escala de ciudad en el barrio del Cabanyal son los principales indicadores de un panorama preocupante que denota la urgente necesidad de intervención.La estrategia elegida es, sin embargo, un asunto complejo. Si bien existen modelos de reforma urbana ejemplares, donde la renovación de infraestructuras edificaciones y servicios ha supuesto un gran impulso en la modernización de zonas degradadas, tampoco faltan ejemplos donde las mismas premisas han conducido a planes de actuación autónomos y desarraigados, que provocando alienaciones en los hábitos de vida de sus habitantes han conducido sus intervenciones a un terreno conocido de entornos estereotipado que termina dejando de lado por incomprendido, cualquier antiguo vestigio de su identidad original.

 

 

01_kbnl.jpg

 

 

La importancia de las condiciones de partida ha justificado por tanto la inclusión en este trabajo de un estudio previo que atienda a las características morfológicas y estructurales del lugar, tales como la trama urbana, (altura de edificación, secciones de sus calles, influencia de la ventilación y el soleamiento….), la incidencia de recorridos principales (peatonales, de tráfico rodado, la influencia del transporte público,….), etc… así como la valoración de su evolución histórica traducida en términos singulares a efectos como el pintoresquismo de sus fachadas, no solo por su color sino por sus diferentes y variadas anchuras, o la particular relación de las viviendas con la calle.El modelo de desarrollo propuesto para el barrio del Cabanyal se basa finalmente en ejemplos como el MPD neoyorquino, una antigua zona destinada a las factorías de mataderos de carne repoblada por las clases creativas de la ciudad, cuya rehabilitación fue una cuestión de necesidades, y cuyo despertar económico surgió espontáneamente fruto de su innovación y su originalidad.

 

 

02_kbnl.jpg

 

 

La intervención urbanística, ha consistido asimismo en un proyecto de ampliación del barrio deliberadamente polémico y arriesgado, en la que tras una aparente trasgresión de su centro histórico, se sitúa una intervención sensibilizada con la naturaleza del lugar, que conecta sus recorridos históricos, da un final a sus vías peatonales, compensa las carencias dotacionales a escala urbana (Cines, museos, bibliotecas, auditorio,…) y aporta grandes bolsas de espacio verde y de aparcamientos.Este proyecto se sitúa en el vació urbano provocado por la eliminación del parque de Doctor Lluch, el Polideportivo del Cabanyal y el Bloque de viviendas en la C/ Baler, de superficie cercana a los 100.000 m2, y consta de 5 bandas a modo de megaestructuras de hormigón, que recorren más de 800 metros de longitud separadas por 5 patios, y que se relacionan con la escala territorial (paralelas a la trama del Cabanyal, y perpendiculares a la Avenida Blasco Ibáñez). Sobre ella, apoyan 223 pabellones autónomos modulados en base al pabellón de vivienda unitario, que se vinculan directamente con la pequeña escala, o escala del peatón.

Proporcionado según fracciones regulares desde la pieza de pavimento (1.05 m x 0.9 m) hasta el conjunto del solar (110m x 840m), el proyecto contiene 3 auditorios de 1.600, 2.600, y 3.600 m2, 5 salas de cine para un total de 4.500 m2, 20 aulas de trabajo de 210 – 230 m2 que suman 4.400 m2, 40 pabellones para comercios, oficinas o despachos, de 130 – 150 m2 que alcanzan los 6.000 m2 (distribuidos a razón de 3.000 m2 por planta), 117 viviendas de entre 60 – 70 m2, para un total de 7.600 m2 residenciales, y 43 núcleos de almacenamiento, baño, punto de información o de control y comunicación vertical, hasta los 2700 m2. Además, existen 1000 m2 destinados a bares o restaurante, 1500 m2 de instalaciones, 1400 m2 de museo, 800 m2 de biblioteca y 2400 m2 de sala de exposiciones a doble altura y 4200 m2 de espacios polivalentes, además de los 1.000 m2 de la parada de tranvía y los 21.000 m2 de aparcamiento, que dan plaza a 872 coches. El área total de nuevos servicios, 45.300 m2, sumada a los 16730 m2 preexistentes compensa la carencia dotacional del barrio.

Los recorridos del edificio, en su mayoría exteriores y no climatizados, suponen un total de 12000 m2, y su trazado serpenteante se debe a la intención de resolver las tangencias de los pasos transversales con el mínimo número de encuentros, para asumir con naturalidad la intersección entre flujos. La zona verde, incluido el entorno del edificio, suma 57.000 m2, superando ampliamente la superficie preexistente suprimida.

Finalmente, el proyecto se integra en el importante recorrido histórico entre las plazas del Cabanyal situando una plaza de 2000 m2 que conecta peatonalmente con las plazas de los Ángeles y Virgen Vallivana, un gran espacio verde de 15.000 m2 que une la plaza del Dr. Lorenzo de la Flor y una zona pavimentada de 6.000 m2 que hace lo propio con su homónima Blasco Ibáñez.

El objetivo final de la propuesta es generar nueva centralidad que polarice el interés de habitantes y visitantes y convierta el lugar en un punto de interés no solo por su oferta de ocio, residencial deportiva, educativa y cultural, sino por su capacidad de hibridación con los espacios de vida del Cabanyal, lo que puede convertir el lugar en un foco de actividad permanente. La rehabilitación de este barrio puede ser inmediata como consecuencia del interés despertado por una intervención de este tipo.

 

 

03_kbnl.jpg

 

 


 

 

©Francisco Requena Crespo

Vivienda chile Universidad




PROPUESTA DE AGRUPACIÓN URBANA A PARTIR DE UNA RETÍCULA ESPACIAL

Dados una base de 24x42 cms.(cartón corrugado o base rígida) se pide organizar un conjunto urbano según las siguientes exigencias:

1.- Deberá existir una trama horizontal y vertical de 3 cm. de distancia.

2.- El conjunto de espacios se ordenará en torno a un eje central de mayor jerarquía en el que se dispondrán al menos 12 sitios compuestos cada uno por volúmenes llenos y vacíos claramente reconocibles como unidad. Dicha estructura deberá conformar un cauce central como elemento predominante del conjunto.

3.- Se deberá indicar figura humana de referencia.

4.- Trabajo volumétrico será en base a elementos planares dentro de un sistema de trama, retícula o red. Modelo será ejecutado en cartón blanco. Complementariamente se podrán emplear varillas de madera o metal.

5.- Trabajo se ejecutará en equipos de 3 personas. Iniciales de nombre autores irán en el extremo inferior derecho e inserto en un módulo de 3x3. Además se deberá indicar la denominación
6.- Se valorará especialmente el aporte creativo de la propuesta.

Parque Bi C

Reportaje: Parque Bicente… ¿qué?

 

A ocho años de su glamoroso lanzamiento, cuando se suponía habría decenas de grúas sembradas como en los paisajes de la otrora boyante China, hoy hay preguntas e inquisiciones. El más ambicioso proyecto de renovación urbana de la capital –anclado en los terrenos del ex aeródromo de Cerrillo- exhibe sólo avances puntuales. Hasta ahora no se ha construido ni una sola de las 15 mil viviendas planificada, ejes de la propuesta. Por Sandra Burgos y Elena Martínez.

parque-bicentenario-1

Revista Poder: Partió como la propuesta urbana más ambiciosa de los últimos años, comparable sólo a lo que significó la remodelación San Borja en el gobierno de Frei Montalva. Toda una revolución inmobiliaria y de integración social: convertir el ex aeródromo de Cerrillos en un espacio único de 250 hectáreas para la clase media, con viviendas de entre mil y tres mil UF, áreas verdes y servicios públicos y privados.

El Proyecto Ciudad Parque Bicentenario (ex Portal) llegó a ser llamado “la carta de oro” del ex presidente Lagos, quien hace ocho años lo lanzó como una apuesta emblemática para pasar a la historia con esta inversión que conmemoraría los 200 años de vida republicana independiente.

Recursos judiciales para evitar el cierre del ex aeródromo, debates ambientales y licitaciones sucesivamente declaradas desiertas forman parte de un panorama polémico donde –hasta ahora, por lo menos– los éxitos se concentran en áreas verdes (equivalentes a cuatro parques forestales que estarán abiertos a la comunidad a contar del 2010), una laguna artificial de ocho hectáreas y los progresos en la vialidad.

Una demostración de la relevancia que los dos últimos gobiernos de la Concertación asignan al proyecto son los nombres de incuestionable confianza política a los que han echado mano para intentar impulsar las inversiones: el ex intendente metropolitano y hoy de la Región de Los Lagos, Sergio Galilea, y su sucesora, Adriana Delpiano, también ex intendenta. Pero ni estos poderosos gestores políticos como directores del proyecto, ni los sucesivos ajustes de éste, han conseguido que la propuesta llegue a puerto.

Más allá de las declaraciones, es obvio que ha habido cambios y retrasos. El último intento de salvataje para las licitaciones de los cinco macrolotes inmobiliarios, que llegó por parte de la ministra de Vivienda, Patricia Poblete, enfrenta un resultado incierto ahora que la crisis llegó para instalarse.

Las voces oficiales defienden lo logrado. Adriana Delpiano argumenta que el plan maestro no ha sido modificado y que nunca hubo un orden de lo que debía hacerse. Recalca que se construyó una infraestructura que conecta los macrolotes; que parte de la vialidad mayor está terminada; y que se finalizaron 10 hectáreas de parque. Su listado de logros incluye, igualmente, la adjudicación del Centro Cívico y la transferencia de 8 mil 200 metros cuadrados a la municipalidad de Cerrillos para una nueva sede. El Estado llamará, con Carabineros, a una licitación para una comisaría. Se suma el traspaso de un terreno para edificar dos liceos técnico-profesionales.

En el horizonte emerge también un posible parque tecnológico con CORFO, que está en fase final de evaluación; y usos culturales (cines, probablemente) de los antiguos hangares del aeródromo.

Delpiano está, sin embargo, plenamente consciente de que “mientras no vea un edificio construido, la gente va a pensar que el proyecto no ha partido”. Y la dificultad está en conciliar este imperativo con las trabas que esta clase de iniciativas enfrentan al intentar avanzar rápido. Sostiene que “echar a andar la máquina es de largo plazo”.

Para Sergio Galilea –quien reivindica ser el autor de la idea cuando era intendente de Santiago el 2000 y se lo propuso a Lagos– “la mala fortuna” del proyecto es que cuando se vencieron todas las trabas regulatorias y de Contraloría, llegó la crisis. Pero confía en que no quedará sólo en una “buena idea. Podrá demorarse, cambiar, pero está”, enfatiza.

October 13

Biocasa 2009

VI Encuentro Internacional de Habitat Sostenible Biocasa 2009

INVITACION

12 de octubre 2009
 
Invitacion abierta a todos los diseñadores latinoamericanos o en proceso de formacion, a aportar sus trabajos, pra la difusion de los mimso  por
este medio, recordemos que hoy somos base de multiples visitas en el continente y formaremos parte de una red de comunicacion de diseñadores.
 
Gracias por su aporte.
 
October 05

Vivienda

art

arco web   Derechos R.
Singletown: objetos são extensão de hábitos pessoais
Evento é misto de mostra de artes e feira de ciências
A mais recente edição da Bienal de Arquitetura de Veneza situa-se entre mostra de artes e feira de ciências. Em seus espaços expositivos, multiplicam-se esculturas e experimentos que procuram traduzir ou dar respostas a questões prementes de um futuro próximo, relacionadas sobretudo à interface do indivíduo com o meio. Nesse contexto, o design é visto como ferramenta primordial aos novos tempos preconizados pelo evento.
Trata-se, em síntese, de criar soluções relacionadas a produtos ou a serviços que tornem ecologicamente responsável e socialmente amigável o convívio entre toda a ordem de diferenças culturais e comportamentais mundo afora. E, no mesmo caminho, a proposta é repensar o meio que habitamos, desde o programa de nossas casas (sejam elas unifamiliares ou multifamiliares) e os objetos nelas contidos até sistemas domésticos capazes de diminuir o impacto ambientalmente negativo dos acúmulos coletivos de nossa existência. Lirismo, ecologia e certa dose de bom humor estão na ordem do dia desta bienal.

São atributos que permeiam as mais diversas exposições, desde a instalação principal - Out There: Architecture Beyond Building, com curadoria de Aaron Betsy - até as participações nacionais. O discurso da mostra parece ter mudado na direção de um olhar compartilhado com outras áreas de conhecimento, com os não-arquitetos, com gente das ciências e das artes ou, simplesmente, com os moradores anônimos das cidades.
Mostra Singletown: vista superior
Personagens interagem com objetos
Exemplos de personagens protagonistas da mostra Singletown, ...
Portanto, nada de expor centros culturais ao longo dos pavilhões, nada de estatísticas relacionadas a deslocamentos urbanos ou referências ao vocabulário formal e contemporâneo da arquitetura, para citar alguns dos debates levantados durante as duas edições anteriores do evento.

É hora de voltar a atenção às casas e aos indivíduos, vistos na condição de um grande laboratório de ensaios que não aceita isoladamente a idéia da arquitetura e do urbanismo como a arte e a técnica de projetar cidades e edifícios. É necessário algo a mais para que se crie a arquitetura em processo, conceito em voga nesta bienal. É preciso, portanto, o aporte do design para que surjam os ambientes, objetos e sistemas representativos de novos programas, individualidades, formas de existência e necessidades.

A começar pela participação dos designers holandeses do escritório Droog Design no espaço Singletown, inspirado por estatísticas que indicam que nos próximos dez ou 20 anos vai duplicar o número de lares com apenas um ocupante . Como moram essas pessoas, quem são elas, de que maneira se comportam? A equipe da Droog, em parceria com a agência de comunicação KesselsKramer, elencou nove tipos, nove personagens que se organizam em alguns conjuntos principais: o executivo com excesso de trabalho e sempre em trânsito, o eterno estudante, o comissário de bordo, o que trabalha em casa, o solteiro convicto e o recém-divorciado.

Os objetos reunidos em Singletown são a extensão de hábitos e preferências pessoais: o armário em que mangueiras plásticas fazem as vezes de prateleiras, a fim de possibilitar certa desordem de roupas e acessórios; a divisória que armazena objetos utilitários compartilháveis entre residências contíguas; a poltrona retrátil que se projeta pela janela a fim de alcançar o ar fresco e o banho de sol; ou o assento climatizado, que prescinde do aquecimento de todo o ambiente.

A participação brasileira , em sintonia com o tema, reúne depoimentos em que pessoas das mais variadas atividades revelam sua leitura em relação à arquitetura. Há desde casas feitas com resíduos luxuosos de desfiles de carnaval até reminiscências da infância.

A curadoria, de Roberto Loeb, parece ter conquistado a aprovação do público , que já nos primeiros dias da mostra preencheu boa parte dos livros de observações com depoimentos favoráveis.
... concebida pelos holandeses do escritório Droog Design ...
... em parceria com a agência de comunicação KesselsKramer
Os espanhóis de Guallart Architects trataram o tema dos espaços ...
Na outra ponta das discussões está o tema da sustentabilidade , e é assim que a bienal alcança toda a sua riqueza conceitual. Surpreendentemente, são exibidos inúmeros projetos, hipotéticos ou em processo de implantação, que abrangem da autonomia auto-sustentável de edifícios ou grupos de residências nas cidades até as mais diversas formas de reciclagem.

Estas, afinal, assumem a forma de interessantes reapropriações culturais mundo afora, na medida em que recolocam em cena objetos que são quase ícones modernos e contemporâneos. Estão lá caixas de leite revestindo paredes de uma antiga estação ferroviária nunca concluída, assentos de aeronaves transferidos para o ambiente doméstico, pneus de carros reutilizados em bancos públicos. Vale a pena conferir, nesse contexto, os projetos do coletivo virtual Superuse (www.superuse.org). A Bienal de Arquitetura de Veneza teve início em 14 de setembro e permaneceu em cartaz até 23 de novembro de 2008.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETO DESIGN
Edição 345 Novembro de 2008
... compartilhados e privados em residências coletivas.
 
Os croatas de Penezic & Rogina Architects criaram uma instalação que fala da casa como somatório de áreas funcionais
Cada móvel tem conexão individual com a internet
Superuse é uma comunidade virtual que reúne arquitetos, designers e pessoas interessadas no tema da reciclagem. No Pavilhão Itália, foram apresentados alguns objetos concebidos com esse raciocínio
Projeto de Mario Cucinella Architects. Um conjunto residencial de baixo custo (100 mil euros) que investiga aspectos da sustentabilidade e novas plantas habitacionais
Parte da exposição Sorry for Taking your Mirrors, do estúdio húngaro Aether Architecture, ...
O conjunto residencial desenhado pelo Studio Albori
... que trata da reutilização de objetos cotidianos e presentes em todo o mundo
Mostra de Herzog & De Meuron
O conjunto residencial desenhado pelo Studio Albori nasce a partir da apropriação de uma estação de trem de Milão (projetada por Aldo Rossi e Gianni Braghieri), cuja construção não foi finalizada
Mediatec Office Building, do espanhol Cloud 9
O Pavilhão Brasil trouxe relatos sobre arquitetura feitos por pessoas que exercem as mais diversas atividades
October 04

Foa BAS

Proyecto Container
La Casa Sustentable
Matilde Oyharzabal

Estudio de paisajismo
Daniel Nazareno de Souza
Estudio de arquitectura y diseño

Premio a la Seguridad Eléctrica y el Ahorro Energético Casa FOA

Vivienda sustentable es aquella diseñada para generar el menor impacto al medio ambiente.

Esta vivienda sustentable ha sido construida en un container de 12 años de antigüedad que había quedado fuera de uso.

Lo reciclamos y lo convertimos en vivienda digital y sustentable.

Al construirla tuvimos como eje conductor maximizar no sólo su espacio interior, sino el aprovechamiento de los elementos constructivos a fin de utilizar aquellos que hubieran sido descartados de un uso anterior: productos reciclados, reciclables o amigables con el medio ambiente.

Se emplearon asimismo, modernas tecnologías que permitieran que su uso demandara el mínimo empleo de recursos naturales.

La tecnología integrada en el espacio maximizó, entre otros, los recursos eléctricos produciendo un importante ahorro de energía.

Se tuvo en cuenta también la orientación del frente de la vivienda, su aislamiento térmico, la incorporación de energías alternativas y el tratamiento de los residos para un futuro reciclaje.

La vivienda posee:

- Un sistema de paneles solares fotovoltaicos que colabora en reducir la demanda de energía de la vivienda acercándola al ideal de la autosustentabilidad.

- Un sistema de reutilización del agua.

La terraza posee una fina capa de piedras y césped que filtra el agua de lluvia para ser reutilizada en los servicios de la casa y al mismo tiempo genera una capa de aislamiento térmico.

- Un sistema de aislación térmica de lana de vidrio que cubre toda la superficie interior de chapa y cerramientos herméticos que permiten maximizar la refrigeración y calefacción.

- Iluminación diseñada con leds que generan un gran ahorro de energía.

- Un revestimiento interior con placas de cuero reciclado y de madera que cumplen con las normas europeas de sustentabilidad.

- El exterior pintado con esmalte al agua, una nueva tecnología que cumple todas las normas LEED (Leadership in Environment & Energy Design).

- Un sistema de control centralizado, operable de modo manual o remoto, que todos los sistemas electrónicos de la casa: cortinas, luces, hometheater, audio.

Sus 24 m2 de superficie están distribuidos en una sala de estar, una cocina/comedor, un baño y un dormitorio rebatible que se transforma en oficina.

El espacio se integra con un concepto vegetal diferente: un jardín vertical hecho con musgo español que se alimenta de la humedad del ambiente y del sol, y plantas y otras especies que demandan muy pocos recursos naturales y se adaptan fácilmente a cualquier terreno.

De esta forma, la visual del sitio, desde el pasillo de acceso entre las tribunas del Hipódromo, está inducida por dos jardines verticales laterales que convierten al container en un verde protagonista.

Sustentabilidad = 6 R

Recuperar
Reciclar
Reusar
Reducir
Repensar
Pespetar

 

 


 

 

Video

No content has been added yet.
Photo 1 of 1
More albums (61)
Primer tematica de abordaje vivienda urbana -5 2 SERVICIOS COMPLEMENTARIOS - COMUNA
ARQ LIBRE
Nueva tematica del taller de proyectos